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RS registra 67 feminicídios em 2026; veja como pedir ajuda em casos de violência doméstica

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04 de Novembro de 2026 às 06:00
4 min de leitura
RS registra 67 feminicídios em 2026; veja como pedir ajuda em casos de violência doméstica

RS registra 67 feminicídios em 2026; veja como pedir ajuda em casos de violência doméstica O Rio Grande do Sul chegou a 67 vítimas de feminicídio em 2026. Os dois casos mais recentes foram registrados nesta semana, entre domingo (1º) e segunda-feira (2), e reforçaram a gravidade da violência contra as mulheres no estado. O crime mais recente aconteceu na localidade de Rincão das Boeiras, no interior de Itacurubi, na Região Central. A vítima foi Antônia Bueno Flores, 64 anos. Segundo a polícia, ela foi morta pelo companheiro, Luiz Alvarenga Rodrigues, 66 anos. Conforme a investigação, não havia medida protetiva em vigor. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Já em Sobradinho, Júlia Roseli da Silva, 45 anos, foi morta na noite de domingo dentro da casa do ex-companheiro. De acordo com informações repassadas por familiares, o homem não aceitava o término do relacionamento. Júlia havia registrado ocorrência contra ele e chegou a obter duas medidas protetivas, em 2021 e 2023, mas não contava mais com a proteção. Ela deixou dois filhos. Gesto silencioso como pedido de socorro Sinal de ajuda de violência contra a mulher Reprodução/ RBS TV Conhecido internacionalmente como sinal de ajuda, o gesto de alerta de que uma mulher está em perigo surgiu no Canadá durante a pandemia de Covid-19. A ideia era permitir que vítimas que conviviam com seus agressores conseguissem pedir socorro de forma discreta, sem despertar suspeitas. Segundo Nadia Bisch, fundadora e diretora do Instituto Lótus, é importante que cada vez mais pessoas conheçam o significado do sinal. "Quanto mais a gente trouxer de informação de que isso sinaliza situação de violência, que isso pode ser um pedido de socorro, mais chances temos de que alguém consiga ajudar", afirma. Ela explica que, ao identificar o gesto, uma pessoa pode anotar os dados da vítima, acionar a polícia e encaminhar o caso para atendimento. Bancos vermelhos Banco Vermelho de enfrentamento à violência contra a mulher Reprodução/ RBS TV Outro símbolo utilizado no combate à violência de gênero está presente em ruas e praças: os bancos vermelhos. A iniciativa, que começou na Itália em 2016, busca chamar a atenção para os feminicídios e orientar a população sobre onde buscar ajuda. Os bancos exibem informações sobre canais de denúncia e atendimento às vítimas. Coordenadora nacional do projeto Bancos Vermelhos Oficial no Brasil, Denise Argemi afirma que a cor faz referência ao sangue das mulheres assassinadas em crimes de gênero. "Nós temos um slogan, é o sangue derramado por homens que diziam amar essas mulheres. Esse é o mesmo slogan da Itália e é o que nós utilizamos aqui", explica Denise. Em Porto Alegre, os bancos já foram instalados em 10 praças da Capital, além de órgãos públicos e locais de grande circulação, por meio de parceria com a prefeitura. A proposta é levar o debate para espaços frequentados diariamente pela população e ampliar a conscientização sobre a necessidade de enfrentar a violência contra as mulheres. Onde denunciar Confira aqui os serviços completos nas principais cidades do estado O telefone 190, da Brigada Militar, deve ser acionado em situações de emergência ou quando a violência estiver acontecendo naquele momento. Já o número 180, canal do Ministério das Mulheres, recebe denúncias, orienta vítimas e fornece informações sobre direitos e formas de atendimento. O Rio Grande do Sul ocupa a quinta posição entre os estados com maior número de denúncias registradas no 180. Em 2026, já foram contabilizados mais de 5,3 mil relatos de violência doméstica. A maioria das comunicações foi feita pelas próprias vítimas. As denúncias recebidas pelo canal são encaminhadas pelo governo federal à Polícia Civil, responsável pela investigação dos casos. Segundo o delegado Juliano Ferreira, qualquer pessoa pode colaborar com informações. "Toda informação repassada é anônima. O importante é que ela chegue às autoridades com o máximo de detalhes possível para que possamos identificar o fato, a vítima ou o agressor", afirma. No estado, também é possível realizar pedidos de medida protetiva online e denúncias pelo WhatsApp 55 (51) 984440606. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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